terça-feira, 13 de julho de 2010

Entrevista com Matthew no Daily Star

Antes de tocar no Oxegen Festival, Matt conversou com o jornal Daily Star sobre o festival e contou mais coisas sobre o próximo álbum. Veja a tradução:






Novamente, eles (os Muse) elevaram o seu nível significantemente. Com o último album, The Resistance, eles estão  juntamente com os U2 na disputa para a maior banda ao vivo do mundo. Mas na nossa entrevista exclusiva com os Muse, antes de seu espetaculo no sábado, o frontman Matt Bellamy foi modesto em relação ao seu status.

“Nós temos pelo menos mais uns 10 anos pela frente, antes de chegarmos ao estatuto dos U2. Eles são uma inspiração para nos, especialmente quando se trata de realizar um show ao vivo”.
A banda abriu Concertos para Bono e sua turma no ano passado – e conseguiram convidar The Edge para tocar com eles no Glastonbury, no mês passado. Matt explica:

“Nós sentimo-nos mal pela multidão, já que os U2 tiveram que cancelar sua apresentação no festival. Decidimos tocar ‘Where the Streets Have No Name’, mas não consegui tocar a parte da guitarra, então convidamos The Edge”.

O guitarrista dos U2 não repetiu a sua participação especial no Oxegen, no sábado, mas isso não foi preciso, uma vez que o trio – completado por Chris Wolstenholme e Dominic Howard – apresentou um set enérgico.

“Nós pensamos na Irlanda como uma segunda casa agora. Chris mora em Dublin com sua família e uma boa parte da minha família vem do Norte, eles vieram para nos ver”, diz Matt.

“Tocaremos nosso "setlist de festival" no Oxegen. Nós fazemos shows de estádio com OVNI’s, plataformas que giram e todo esse tipo de coisa, mas não podemos trazê-los para os festivais. Tentamos compensar isso usando roupas engraçadas e tocando setlists imprevisíveis.”

Famosos por os seus espetaculares designs e visuais de palco, nós nos perguntamos se a confiança na tecnologia é às vezes um obstáculo.

“Ah, sim. Nós definitivamente já passamos por alguns problemas. Como nos concertos em casas fechadas, em que tínhamos três plataformas móveis que subiam a 6 ou 7 metros do chão. No começo, havia uma cortina que caía e nos revelava, mas nos primeiros shows, ela sempre ficava presa. Numa das apresentações, a cortina caiu em cima de mim, então eu tive que tocar com aquele pano enorme em cima de mim, parecendo um fantasma. Mas eu acho que os fãs gostam quando passamos vergonhas”.

Quando o assunto é a direção do próximo album, Bellamy explica a diferença entre músicas recentes, como Knights of Cydonia, e material mais antigo, como Sunburn.

“Nós estamos a ser influenciados pelos nossos shows ao vivo e fazendo músicas relevantes para esse tipo de ambiente. O pronome, que antes era “eu”, agora é “nós”. A  Minha vida pessoal mudou radicalmente no ano passado, muitas coisas aconteceram, então é possível que trabalhemos com coisas mais pessoais. Já escrevi algumas coisas que soam mais maduras, são basicamente menos orquestradas e mais enxutas. Se o álbum inteiro será assim, aí já é outra história”.

As coisas pessoais, caso esteja a pensar nisso, têm muito a ver com sua namorada, Kate Hudson. Bellamy conheceu a atriz em abril e eles têm sido um casal desde então. Recentes reportagens sugerem que a relação é muito séria, já que Matt irá conhecer a sua sogra, Goldie Hawn, e não nega a possibilidade de casamento no futuro. Mas quando é confrontado sobre a loira, ele diz que essas citações são “absolutamente inventadas”, mas acrescenta que tudo está indo muito bem.

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