quarta-feira, 31 de março de 2010

Sinfonia Exogenesis inteira ao vivo? (Entrevista)




É isso mesmo. De acordo com a entrevista dada a revista Le Télégram, Os Muse tem planos de executar toda a sinfonia durante um concerto.   
Confiram a entrevista completa:   
  
Em apenas 10 anos, o trio britânico Muse já chegou no topo do mundo do rock. Já venderam mais de 10 milhões de discos, sem mencionar os seus espectáculos que estão sempre esgotados, mesmo nos grandes estádios. No próximo dia 15 de Julho, a banda irá apresentar-se na cidade de Carhaix,na França, no festival Vieilles Charrues.   
Christopher Wolstenholme, baixista dos Muse, tem grande prazer em voltar a tocar no festival, e isso fez o favor de dar uma entrevista por telefone, de Dallas, nos EUA, onde os Muse tocaram na quarta-feira, dia 17 de Março.   
A tour mundial dos Muse inclui apenas três datas na França: dois concertos no Stade de France, nos dias 11 e 12 de Junho, e uma também no dia 15 de julho, no festival Vieilles Charrues. Porque escolheram esses lugares para os espectáculos?   
CW – Isso veio de uma ideia que tivemos há uns 3 anos atrás. Quando nós tocamos no Estádio de Wembley, na Inglaterra, foi uma óptima experiência e também no Parc des Princes, em Paris. Nós gostamos muito da impressão que tivemos e queremos fazer mais concertos em grandes estádios pela Europa. O Stade de France é um lugar tão importante e acho que será um bom lugar para começar. Nós decidimos tentar fazer um concerto lá mas sem ter certeza se esgotaria ou não. Quando vimos que os bilhetes haviam esgotado em poucos minutos, decidimos fazer um segundo concerto. Estamos muito ansiosos em tocar num estádio como esse. Sabemos que o sucesso não irá durar para sempre, então vamos aproveitar a chance que temos! (risos)   
Vocês irão apresentar-se de novo no estádio de Wembley  em Setembro, certo?   
CW – Sim, será um espectáculo especial para nós, pois sabemos o quão histórico é aquele estádio. Como sou um grande fã de futebol, e tenho grandes lembranças de partidas disputadas lá que eu havia visto na TV, acho uma grande honra tocar em um lugar como esse. Também sei que o Stade de France é um lugar muito especial para o futebol francês, essa será outra grande experiência.   
Concertos em estádios são muito diferentes dos outros shows da banda?   
CW – É muito diferente, mesmo que isso me lembre um pouco os concertos em festivais que já tocamos. Por um lado a pressão é maior. Nos festivais são concertos em espaços abertos, com um grande público e há uma atmosfera de Carnaval.
Agora, nos estádios, a vantagem é que obviamente é o nosso próprio concerto, nós temos o controlo da situação. Eu tinha medo de ser um desastre, mas estava errado, pois em muitos concertos, como o de Wembley e Parc de Princes, a atmosfera foi incrível! Vamos passar por Vieilles Charrues pela terceira vez, a primeira foi em 2000, logo depois que lançamos o ‘Showbiz’  e depois foi em 2004, na tour do ‘Absolution’.  

Quais suas recordações desses concertos?
   
CW – Foram óptimos! Lembro muito bem desses concertos. O Vieilles Charrues é  muito grande. Para muitas pessoas, é quase como um ‘Glastonbury’ da França. Existem vários festivais menores na França, mas no Vieilles Charrues existe um público muito grande. Adoro festivais, eu me divirto muito neles. Certamente que isso nos tira um pouco da pressão, por estarmos a tocar com outras grandes bandas. Lembro na primeira vez que tocamos em Carhaix, vimos um concerto do Beck que também se apresentava por lá. Foi um espectáculo e tanto.   
Como você vê o progresso da banda nesses 10 anos? Definiram melhor uma meta para ser a maior banda do mundo?   
CW – Muita coisa aconteceu nesses 10 anos. Quando um grupo começa, ele lança seu disco,  tem sonhos e ambições de se tornar a atracção principal de grandes festivais, fazer seus próprios concertos em estádios. Mas muitas vezes essas ambições parecem até surreais demais. Desde que lançamos o nosso primeiro disco foi muito difícil imaginar tais façanhas, imaginar que um grupo pequeno como o nosso, iria tocar para mais de 70 mil pessoas. Na nossa mente, isso só era possível para nomes como U2 ou Rolling Stones, eles sim estão nesse nível. Nós poderíamos sonhar, mas apenas consideramos que isso realmente podia acontecer. Quando éramos jovens, vimos um concerto onde foram uns 2 ou 3 mil pessoas. Para nós, era nesse nível que queríamos chegar.   
Então as vossas expectativas foram muito ultrapassadas?  
CW – Demais, tudo foi muito mais longe do que sequer poderíamos imaginar. Somos extremamente gratos por isso. Não sabemos quanto tempo isso vai durar, mas agora parece que estamos no caminho certo. O nosso último disco foi um grande sucesso, sem falar que o público de nossos concertos está a crescer cada vez mais e mais. Isso mesmo na América. que sempre foi um interesse nosso, ser famoso nos EUA, pois fazíamos mais sucesso na Europa. Agora, nós também fazemos concertos em grandes estádios por lá também. Então sentimos que estamos progredindo muito, isso é algo muito bom depois desses 10 anos da banda! Principalmente, porque acho que muitos dos grupos de mesma idade que o nosso, podem dizer isso, que estão crescendo cada vez mais hoje em dia.  
Citando o nome de uma das novas músicas da banda, ‘Guilding Light’. Qual foi a luz que guiou o Muse ao sucesso?  
CW – Acho que a ‘Plug in Baby’ mudou muitas coisas em nossa banda. Esta é a primeira vez que observamos em grande escala. Quando lançamos o "Origin of Symmetry", e escolhemos Plug in Baby para ser o nosso primeiro single, muitas pessoas ficaram interessadas em nosso trabalho, em conhecer mais músicas nossas. Especialmente porque ao mesmo tempo, nós focamos-nos como uma ‘banda ao vivo’ depois disso. Sim, penso que Plug in Baby foi a música que mudou o destino dos Muse, empurrando-nos na direcção certa.  
Então está tudo voltado em como a música é ao vivo?  
CW – Certamente, em nosso primeiro disco, ocasionalmente ‘Sunburn’ e talvez ‘Unintended’ e ‘Showbiz’. Mas, ‘Plug in Baby’ é certamente além do seu tempo. Não consigo imaginar ela tornando-se ultrapassada. Pois, mesmo depois desses 10 anos, ela é a música que ainda faz os nossos fãs ficarem mais ‘loucos’  mesmo nos EUA, quando não haviamos lançado ainda o "Origin of Symmetry". A música fez com que os americanos ficassem totalmente fora de si, quando nos viram ao vivo. Sinto que isso só será realmente verdade daqui a uns vinte anos. (risos)  
Nos vossos concertos ao redor do mundo, as pessoas normalmente reagem da mesma forma em toda música?  
CW – Não, não. Nos EUA por exemplo, multidões podem agir de uma maneira muito diferente dependendo de qual estado em que se toca. Na Europa, há países como a França ou Espanha, onde as pessoas ficam totalmente fora de si. Por outro lado, na Holanda ou a Bélgica, eles pulam muito, em todos os sentidos. São os primeiros a ouvir a música e ver o espectáculo. Na Ásia, talvez porque as bandas não vão muito pra lá, as pessoas se tornam realmente insanas durante os nossos shows. Eu adoro actuar na Ásia!  
Vocês nomearam o último disco como ‘The Resistance’. Contra o quê é que vocês resistem?  
   
CW – O título refere se a várias coisas. Há trechos do disco que se refere ao mundo actual, com a crise económica, por exemplo. Acho que as pessoas possuem muitas razões para não formarem uma sociedade tão feliz no tempo em que vivemos. Durante a última década, o ‘Governo’ e os ‘grandes líderes’ andam a tomar muitas decisões que a população não concordou muito bem. Uma música como ‘Uprising’, por exemplo, que aborda essa questão dizendo : vamos nos unir e lutar juntos contra isso.
Organizar a resistência contra o que queremos, impor-nos contra a nossa vontade. Vamos fazer como nós escolhemos, uma vez que mantém uma harmonia com o resto das pessoas. ‘Resistance’ por outro lado, já tem um outro significado. A música tem como mensagem dizer um: convida uma pessoa a usar o amor como uma defesa contra as agressões externas. Ela diz basicamente que: é o amor que realmente importa.  
Sobre o amor, a canção ‘I Belong to You’, Matt canta algumas palavras em francês. A música foi dedicada para uma mulher francesa?  
CW – Não estou certo disso, acho que deve fazer essa pergunta diretamente ao Matt (risos). Ele canta em francês alguns trechos da ópera de Camille Saint-Saens, porque achamos que se encaixava perfeitamente em nossa música. Até queríamos colocar algum trecho em francês em ‘Exogenesis’, a sinfonia que fecha o disco.  
Vocês planeiam tocá-la ao vivo, com uma orquestra?  
CW – Nos nossos concertos tocamos apenas a primeira parte da música, ‘Overture’, nunca tocamos as outras partes. Estamos a pensar na possibilidade de tocá-la em etapas. Mas não sabemos se vamos usar músicos extras ou não.  
Os membros do Muse são da cidade de Teignmouth, Devon, perto da Grã-Bretanha. Você é muito ligado a sua terra natal?  
CW – Ah, sim! Este é o lugar onde cresci e onde eu vivo sempre. Eu não quero estar em outro lugar em Inglaterra. A minha família mora lá e é onde meus filhos estudam. Eu adoro Devon!  

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