Um concerto sem muitas diferenças em relação ao realizado em Helsínquia, com também a Exogenesis Parte 1 Overture a iniciar uma setlist "apetecível", e também se notou a ausência do OVNI, desta vez também devido á enorme claridade presente no recinto do festíval. Sobre um imenso sol, os Muse levaram os Noruegueses ao rubro, fazendo lembrar o Rock In Rio Lisboa 2010, mas com menos pessoas e mais claridade e melhor setlist.
Setlist (com links para os vídeos disponíveis no YouTube)
Apesar de não ser considerado um festival, os Muse deram um concerto de final de tarde em Helsínquia no passado dia 19 de Julho para uma multidão de 21 mil pessoas. Novidades deste concerto foram o "regresso" da colmeia-padrão, depois de não ter estado presente no Positivus Festival na Letónia, também ainda de referir o facto de a Exogenesis parte 1 Overture ter aberto a Setlist do concerto e também a ausência (mais uma vês) do OVNI, devido á claridade presente no local do concerto.
Setlist (com links para vídeos disponíveis no YouTube)
Novidades deste concerto foram o facto de não usarem a colmeia-padrão do The Resistance, onde o palco era enorme, e também a música Cave ter entrado na setlist, de onde tinha sido retirada há uns tempos.
Setlist (com links para videos disponíveis no YouTube)
Chris Wolstenholme verbalizou aquilo que muitos fãs acusam a banda britânica de fazer.
Chris Wolstenholme, baixista dos Muse, disse em entrevista à BBC que o facto de a banda ter "emprestado" três canções às bandas-sonoras dos filmes de vampiros adolescentes da saga Twilight foi um pouco como "vender a alma".
"Não sei o quão fixe é entrar neste tipo de coisas, mas às vezes tens de divulgar a tua música de formas diferentes. Tens de agarrar qualquer oportunidade para chegar lá e às vezes tens de vender a tua alma", explicou o músico, referindo-se particularmente ao facto de a banda ter conseguido desta forma ter sucesso nos Estados Unidos."
Recorde-se que os Muse contribuiram com os temas "Supermassive Black Hole" para Crepúsculo, com "I Belong to You" para Lua Nova (Remixado) e com "Neutron Star Collision (Love Is Forever)" para Eclipse
Antes de tocar no Oxegen Festival, Matt conversou com o jornal Daily Star sobre o festival e contou mais coisas sobre o próximo álbum. Veja a tradução:
Novamente, eles (os Muse) elevaram o seu nível significantemente. Com o último album, The Resistance, eles estão juntamente com os U2 na disputa para a maior banda ao vivo do mundo. Mas na nossa entrevista exclusiva com os Muse, antes de seu espetaculo no sábado, o frontman Matt Bellamy foi modesto em relação ao seu status.
“Nós temos pelo menos mais uns 10 anos pela frente, antes de chegarmos ao estatuto dos U2. Eles são uma inspiração para nos, especialmente quando se trata de realizar um show ao vivo”.
A banda abriu Concertos para Bono e sua turma no ano passado – e conseguiram convidar The Edge para tocar com eles no Glastonbury, no mês passado. Matt explica:
“Nós sentimo-nos mal pela multidão, já que os U2 tiveram que cancelar sua apresentação no festival. Decidimos tocar ‘Where the Streets Have No Name’, mas não consegui tocar a parte da guitarra, então convidamos The Edge”.
O guitarrista dos U2 não repetiu a sua participação especial no Oxegen, no sábado, mas isso não foi preciso, uma vez que o trio – completado por Chris Wolstenholme e Dominic Howard – apresentou um set enérgico.
“Nós pensamos na Irlanda como uma segunda casa agora. Chris mora em Dublin com sua família e uma boa parte da minha família vem do Norte, eles vieram para nos ver”, diz Matt.
“Tocaremos nosso "setlist de festival" no Oxegen. Nós fazemos shows de estádio com OVNI’s, plataformas que giram e todo esse tipo de coisa, mas não podemos trazê-los para os festivais. Tentamos compensar isso usando roupas engraçadas e tocando setlists imprevisíveis.”
Famosos por os seus espetaculares designs e visuais de palco, nós nos perguntamos se a confiança na tecnologia é às vezes um obstáculo.
“Ah, sim. Nós definitivamente já passamos por alguns problemas. Como nos concertos em casas fechadas, em que tínhamos três plataformas móveis que subiam a 6 ou 7 metros do chão. No começo, havia uma cortina que caía e nos revelava, mas nos primeiros shows, ela sempre ficava presa. Numa das apresentações, a cortina caiu em cima de mim, então eu tive que tocar com aquele pano enorme em cima de mim, parecendo um fantasma. Mas eu acho que os fãs gostam quando passamos vergonhas”.
Quando o assunto é a direção do próximo album, Bellamy explica a diferença entre músicas recentes, como Knights of Cydonia, e material mais antigo, como Sunburn.
“Nós estamos a ser influenciados pelos nossos shows ao vivo e fazendo músicas relevantes para esse tipo de ambiente. O pronome, que antes era “eu”, agora é “nós”. A Minha vida pessoal mudou radicalmente no ano passado, muitas coisas aconteceram, então é possível que trabalhemos com coisas mais pessoais. Já escrevi algumas coisas que soam mais maduras, são basicamente menos orquestradas e mais enxutas. Se o álbum inteiro será assim, aí já é outra história”.
As coisas pessoais, caso esteja a pensar nisso, têm muito a ver com sua namorada, Kate Hudson. Bellamy conheceu a atriz em abril e eles têm sido um casal desde então. Recentes reportagens sugerem que a relação é muito séria, já que Matt irá conhecer a sua sogra, Goldie Hawn, e não nega a possibilidade de casamento no futuro. Mas quando é confrontado sobre a loira, ele diz que essas citações são “absolutamente inventadas”, mas acrescenta que tudo está indo muito bem.
Mais uma votação em que os Muse marcam persença! Desta vez é o Teen Choice Awards. Os Muse estam a concorrer mais uma vez na categoria Rock Group, junto a grandes nomes como MGMT, Kings of Leon, Paramore e Train.
Para votar, é necessário fazer um cadastro, mas e rápido. Mas vale lembrar que para poder votar, tens que ser Teen (adolescente). Vota aqui.
Wembley Stadium, em Londres, dia 16 e 17 de Junho de 2007. É esta a data e local que mudou a carreira dos Muse.
Se há concertos que mudam a carreira das bandas, os Muse então podem dizer que têm dois, um em 2004 no festival Glastonbury, e outro, em 2007, o mais épicos de todos, no novo e mítico estádio de Wembley, famoso estádio inglês de futebol e "sala" de espectáculos. Este concerto teve um carisma especial, porque foram a primeira banda a esgotar o remodelado Wembley Stadium em duas datas diferentes.
160 mil pessoas foram os presentes neste concerto que deixa ainda cheios de inveja quem não lá esteve e vê apenas num DVD. A maior pergunta que se impõe é: Porque mudou este concerto a carreira dos Muse??
A resposta é simples, conquistar o maior palco da Europa pode ter como significado para Matt Bellamy a conquista do sucesso da banda na Europa. Os Muse já eram, muito antes do Black Holes & Revelations, a banda que esgotava festivais (caso do Super Bock Super Rock em Portugal, Glastonbury e T in the Park no Reino Unido), e quando anunciaram o concerto no Wembley Stadium, rapidamente se esgotou a primeira e única data inicial e idealizada, mas os Muse não se ficaram por uma data e usaram a sua megalomania e arriscaram tentar esgotar o Wembley com uma segunda data... e conseguiram, tal como no primeiro dia, os bilhetes facilmente se esgotaram.
Capa do CD do concerto e bilhetes
Já sobre o concerto, a referir a espectaculosidade de 3 músicas, que levantaram o estádio de tal maneira que tornam o concerto muito épico.
Knights of Cydonia
A genialidade de Matt Bellamy e o talento para os riffs e acordes na sua guitarra tornam logo a primeira música da setlist a que anima o público. A música em si já é espectacular, mas em Wembley tornou-se ainda mais, quando Matt Bellamy puxou pelo público ao dizer "come on Wembley".
Time is Running Out
Talvez a música mais famosa dos Muse, dai ter sido cantada por 90 mil pessoas, com Matt Bellamy a servir de maestro para um Wembley rendido á sua magia contagiante.
Plug in Baby
Só o riff inicial que Matt Bellamy realiza, deixa qualquer pessoa cheia de inveja de não ter assistido a este momento único do concerto. Este riff é ainda hoje falado pelos fãs dos Muse como a "Sirene de Wembley" devido ao seu enorme ruído que terá provocado.
Meses passados após o concerto, já decorria o ano de 2008, quando foi lançado o CD e DVD do concerto, que entrou directamente para o Top 10 de vários países, incluíndo Portugal (onde esteve no nono lugar).
CD contém faixas do concerto de dia 16 de Junho
Setlist do CD
1."Intro/"Dance of the Knights" 1:44
2."Knights of Cydonia" 6:37
3."Hysteria" 4:19
4."Supermassive Black Hole" 4:01
5."Map of the Problematique" 5:22
6."Butterflies and Hurricanes" 5:56
7."Invincible" 6:15
8."Starlight" 4:13
9."Time Is Running Out" 4:23
10."New Born" 8:16
11."Unintended" 4:26
12."Micro Cuts" 3:37
13."Stockholm Syndrome" 7:47
14."Take a Bow" 4:42
15."City of Delusion" (versão do iTunes)5:08
DVD com o concerto de dia 17 de Junho
Setlist do DVD com links de visualização disponíveis
A verdadeira razão para este ter concerto ter mudado a carreira dos Muse foi por duas razões. Uma delas foi o facto da Europa estar rendida aos seus riffs e sonoridade de música clássica com rock alternativo, e ainda mais, de num estádio ter uma sonoridade tão boa quanto Queen em 1986. A outra razão foi pelo facto de depois deste concerto, os Muse estarem a ser considerados a melhor banda ao vivo do planeta desde 2008, o HAARP foi a principal razão e para tal.
Os Muse partem agora á conquista da América, especialmente dos Estados Unidos, onde já têm muitos concertos agendados nas principais arenas. Uma questão fica no ar, será que Wembley 2010 vai ser melhor e mais inovador que 2007?